Anthony havia sido preso em flagrante no sábado (19), dia em que ocorreu o disparo. Segundo o relato apresentado à polícia, ele estaria “brincando” com a arma quando o tiro aconteceu de forma acidental.
De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), a Justiça considerou, entre outras circunstâncias, que o jovem é réu primário e permaneceu no local da ocorrência. A decisão apontou que não estavam presentes requisitos suficientes para a decretação da prisão preventiva.
A liberdade foi concedida mediante o uso de tornozeleira eletrônica.
Matheus permaneceu internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Ponta Grossa. Na segunda-feira (21), o hospital confirmou a morte encefálica da criança.
A família autorizou a doação dos órgãos de Matheus após a confirmação da morte encefálica.
Após o disparo, o menino foi socorrido pelo pai, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Segundo a Polícia Militar, o tio contou inicialmente que estava com amigos quando ocorreu o disparo. Ele afirmou que, após o tiro, deixou a arma cair no chão e que um dos presentes pegou o armamento e fugiu.
Durante o atendimento da ocorrência, o jovem teria apresentado versões diferentes sobre quem levou a arma. Uma adolescente de 16 anos que também estava no local foi encaminhada à delegacia e, conforme a PM, apresentou contradições durante o depoimento.
A arma utilizada no disparo ainda não havia sido localizada até a publicação das informações. Durante uma busca pessoal, os policiais encontraram uma cápsula de munição calibre .32.
A Polícia Civil informou que Anthony foi inicialmente autuado por tentativa de homicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. As investigações continuam para localizar a arma e esclarecer a participação de possíveis terceiros que possam ter auxiliado na fuga ou no ocultamento do armamento.
A defesa de Anthony informou, em nota, que lamenta profundamente o ocorrido e que o jovem assume inteira responsabilidade pelos fatos.