Notícias do Sul Júri Popular
Padrasto condenado a 44 anos por tortura e morte de enteado autista
Um júri popular em Florianópolis condenou nesta quinta-feira (3) o padrasto de um menino de 4 anos, autista, pelos crimes de homicídio qualificado e tortura.
04/09/2026 15h05
Por: Paulo Camargo

A acusação sustentou que o homicídio teve motivo torpe — o padrasto teria matado a criança por incômodo com seus gritos e comportamentos, e por acreditar que o menino atrapalhava o relacionamento do casal. Também foi reconhecida a qualificadora do meio cruel, pela intensidade do sofrimento físico causado pelas múltiplas lesões.

Histórico de tortura

A denúncia apontou episódios anteriores de violência contra a criança, entre eles um ocorrido em 1º de abril de 2025, quando o padrasto teria batido no rosto e na orelha direita do menino, atribuindo depois as marcas a uma suposta batida em uma máquina. Ao todo, ele respondeu por tortura em quatro ocasiões distintas.

A mãe

A mãe da criança também foi denunciada, mas a Justiça rejeitou a denúncia contra ela em primeira instância. O MPSC recorreu, o TJSC deu provimento ao recurso, e agora o caso aguarda julgamento de novo recurso apresentado pela defesa dela.